quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Musiquinha para o Jayminho que Tá Meio-Mals

Essa música agora sempre me lembra o Jayme e é uma das melhores músicas que eu ouvi na minha vida.

Afinal de contas, Jeff Buckley é muito bom.
A tradução é minha.

Olhando pela porta
Eu vejo a chuva caindo no cortejo fúnebra
Andando num acordar de tristes relações
Enquanto seus sapatos se enchem de água

Talvez eu seja muito jovem
Para impedir que bom amor saia errado
Mas hoje à noite, você está na minha mente
Então nunca se sabe

Quebrado e faminto pelo teu amor
Sem nenhum jeito de alimentá-lo
Onde você está hoje à noite?
Criança, você sabe o quanto eu preciso de ti
Jovem demais para permanecer
E velho demais para partir as correntes e fugir

Às vezes um homem é levado pra longe
Quando ele sente que deveria estar se divertindo
Cego demais para ver o estrago que ele fez
Algumas vezes um homem tem que acordar pra ver que, realmente
Ele não tem ninguém...

Então eu vou esperar por você... e eu vou queimar
Algum dia eu verei o seu doce retorno?
Oh, será que eu aprenderei?
Oh, amante, você deveria ter vindo
Porque não é tarde demais

Sozinho no meu quarto a cama está arrumadaLonely is the room the bed is made
A janela aberta deixa a chuva entrar
Queimando no canto ele é o único
Que sonha que você estivesse junto
Meu corpo se vira e pede por um sono
Que nunca vai chegar
Nuncaestá acabado
Meu reino por beijo no ombro
Nunca está acabado
Todas as minhas riquezas pelo sorriso dela quando eu durmo do seu lado
Nunca está acabado
Todo o meu sangue pela doçura da risada dela
Nunca está acabado
Ela é uma lágrima pendurada pra sempre na minha alma

Mas talvez eu seja muito jovem para impedir que amor bom
Saia errado
Oh... amante, você deveria ter vindo..

Sim, e eu sinto que sou jovem demais para permanecer
Eu sou muito velho para quebrar as correntes e fugir
Muito surdo, burro e cego
Para ver o estrago que eu fiz
Doce amante, você deveria ter vindo
Oh, amor, eu vou te esperar
Amante, você deveria ter vindo

Letra original

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Este blog grupal é como o sexo grupal ideal: sem a mínima noção de grupo. Aproveito meu breve intróito para dizer: Jayme, estou com saudades.

Porto Alegre Break Up City

Quem mais concorda que Porto Alegre é um cidade, marcada em suas microhistórias, pelos términos de relacionamentos?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Quando as pessoas vão perceber que os anos 80 acabaram?


It's a trend to be influential in the 80's and die before sixty...

Primeiro o Michael, agora Hughes. And soon we will say: rest in peace, 80's. We promise to leave you alone...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Arigatchãn.

Hoje analisarei a letra de "Arigatchãn", da grande banda brasileira "É o Tchan".

http://www.youtube.com/watch?v=QKd2ceXJeo8

Arigatchan

A dança é fácil
Não tem bicho papão
Vem lá da Ásia
Vem das bandas do Japão
O latino - americano o Tchan do Brasil
Chega ensinando
Pra quem nunca viu
Vem do Oriente
Pra mexer com a gente
Vem quebrar gostoso, aqui no Ocidente
Sei que você gosta
Sei que você deixa
Todo mundo ligado na dança da gueixa
Arigatô, ô, ô, ô, ô
Saionará, á, á, á, á
Samurai quer ver bumbum mexer
Samurai quer sushi pra comer
Samurai quer amarrar o Tchan
Samurai quer tchan, tchan, tchan, tchan

O colega acima, além de parco conhecimento ortográfico, provou-se capaz de uma análise meramente superficial.

Trata-se da descrição, in loco, de uma suposta guerra entre Japão e Brasil, onde os nipônicos invadiriam nossas terras e nos dizimariam, levando nossas virgens, nosso ouro e nosso território. Vamos ao ipsis litteris:

Arigatchan

O título já denuncia a índole violenta da canção. Em uma livre tradução, poderíamos ver este termo como "Obrigatchãn", visto a biglossia do termo neológico. Esta nova expressão é de caráter claramente onomatopeico, a descrever o momento fictício em que, do alto de uma torre de vigia, um sentinela do sempre alerta exército brasileiro dá-se conta do estouro bélico: "Ô! Briga!" e, em seguida, é trespassado por balas: "Tchan!"

A dança é fácil

No primeiro verso, já se denota a superioridade japonesa, visto que é fácil "dançar" nesta guerra.

Não tem bicho papão

Aqui vê-se que o Japão não utiliza-se de artifícios sujos contra os tupiniquins. Sem armas biológicas ou nucleares, o alegórico "bicho-papão", mas apenas com o valor de seus soldados.

Vem lá da Ásia
Vem das bandas do Japão

"A dança vem da Ásia", aqui claramente denota-se a origem de nossa tragédia, as bandas do Japão, visto que vamos dançar, e a origem dessa dança é nas bandas do Japão.

O latino - americano o Tchan do Brasil
Chega ensinando
Pra quem nunca viu

Este enunciado foi desprovido de sua ordem direta para driblar os leitores menos sagazes. A ordem de mais fácil compreensão seria: "O Tchan do Brasil (O Japão) chega ensinando pra quem nunca viu: o latino-americano". Ou seja, atesta-se aqui que nós, os brasileiros, nunca vimos o que os Japoneses utilizarão para devastar-nos. "Tchan", como vimos, é o som de balas trucidando um brasileiro, então o Tchan do Brasil pode ser entendido como "Aquele que mata o Brasil", no caso, o Japão.

Vem do Oriente
Pra mexer com a gente

"Mexer com a gente" no caso, seria incomodar-nos. Aqui, "mexer" é empregado com sentido informal (incomodar, tirar sarro, azucrinar), como foi o "dançar" (se dar mal, morrer).

Vem quebrar gostoso, aqui no Ocidente

Aqui podemos visualizar claramente os samurais parrudos "quebrando gostoso" nossas casas, nossas hospitais, o cristo redentor, aquele elevador famoso de salvador (pra que serve aquela merda?), a estátua do Borba Gato e tudo que nos pertence. Claro, isso, pra eles, seria muito "gostoso".

Sei que você gosta
Sei que você deixa

Todo mundo ligado na dança da gueixa

A partir daqui, o discurso é transferido para as palavras dos próprios japoneses. Eles dizem: "sei que você gosta, sei que você deixa", aproveitando-se do fato do brasileiro ser sofredor e conivente com injustiças. Aqui, ao mesmo tempo em que se glorifica o triunfo nipônico a impalar-nos, faz-se uma crítica construtiva ao espírito tupiniquim. Aqui, como é um discurso do Japonês, que desconhece nossas gírias, "dança" é empregado com seu sentido literal, a dança da gueixa sendo o desfile do maquinário japonês sobre nossas carcaças.

Arigatô, ô, ô, ô, ô
Saionará, á, á, á, á

Aqui os japoneses nos agradecem por nossas virgens, nossas riquezas, nosso bacon e nosso arroz com feijão, enquanto nos dão adeus, afinal, pereceremos.

Samurai quer ver bumbum mexer
Samurai quer sushi pra comer

Aqui podemos ver, eles querem nossas mulheres, não nossa comida. Podemos visualizá-los, aqui, queimando nossas plantações enquanto erguem haréns com nossas filhas, esposas e irmãs.

Samurai quer amarrar o Tchan
Samurai quer tchan, tchan, tchan, tchan

Amarrar o Tchan seria capturar o momento em que somos crivados por suas balas, o que provavelmente quer dizer que eles filmariam e colocariam no twitter toda nossa desgraça, afinal eles só querem tchan, tchan, tchan, tchan.
Este blog grupal é como o sexo grupal ideal: sem a mínima noção de grupo. Aproveito meu breve intróito para dizer: Pedro, estou com saudades.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Alô?
Quem é?
Sou eu.